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Acordo Inovaqui fortalece inovação e pode impactar o turismo em Aquidauana MS

Acordo Inovaqui fortalece inovação e pode impactar o turismo em Aquidauana MS
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Mazziotti19/02/202610 min de leitura
Acordo Inovaqui fortalece inovação e pode impactar o turismo em Aquidauana MS
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O acordo do Inovaqui, firmado em 18 de fevereiro de 2026, marca um novo momento para Aquidauana e Anastácio ao estruturar oficialmente um ecossistema regional de inovação.

Para quem acompanha o desenvolvimento do turismo no Paxixi e no Pantanal Sul, o movimento sinaliza fortalecimento institucional, integração entre universidades e empresas e potencial melhoria da infraestrutura tecnológica da região.

O que isso significa, na prática:

  • Consolidação de Aquidauana e Anastácio como polos regionais de inovação
  • Integração entre pesquisa acadêmica e demandas reais do território
  • Possível fortalecimento da conectividade e digitalização de serviços
  • Ambiente mais favorável para empreendedorismo local
  • Impacto indireto na organização e profissionalização do turismo regional

Mais do que um documento formal, o Inovaqui representa um movimento estratégico que conecta universidades, empresas, poder público e empreendedores locais.

O foco é criar um ambiente favorável para que ideias saiam do papel, se transformem em soluções reais e fortaleçam setores-chave da economia regional, como turismo, agronegócio sustentável e serviços digitais.

Para quem atua com turismo regional e experiências no Pantanal, como pousadas, operadoras de passeio, guias e projetos de turismo digital, o acordo abre uma janela concreta de oportunidades.

Ele aponta para um futuro em que inovação tecnológica e identidade pantaneira caminham lado a lado, gerando valor para moradores, visitantes e investidores.

Inovaqui: ecossistema de inovação que nasce no interior

Inovaqui é um ecossistema de inovação regional que articula instituições de ensino, pesquisa, startups, empresas tradicionais, prefeituras e entidades de fomento para desenvolver soluções tecnológicas com DNA local. Trata-se de um arranjo de cooperação em que todos os atores compartilham infraestrutura, conhecimento e projetos, com o objetivo de gerar impacto econômico, social e ambiental.

Na prática, ele funciona como um hub colaborativo:

  • Conecta universidades e institutos (como UEMS, UFMS e outras instituições de ensino superior que atuam na região) a empresas e empreendedores.
  • Cria ponte entre pesquisa acadêmica e demandas reais do mercado, especialmente em áreas ligadas ao Pantanal, como bioinsumos, sustentabilidade e turismo de natureza.
  • Aproveita editais, programas estaduais e federais de inovação para atrair recursos e investimentos para Aquidauana e Anastácio.

Esse modelo não é isolado: Mato Grosso do Sul já trabalha com ecossistemas locais de inovação em outros municípios, sempre com a lógica de desenvolver polos regionais conectados à realidade de cada território. No caso de Aquidauana e Anastácio, o diferencial é justamente a combinação entre ciência de ponta, bioma pantaneiro e vocação turística.

Detalhes do acordo histórico assinado em 18 de fevereiro

O acordo firmado em 18/02 formaliza uma Parceria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que fortalece o Inovaqui e projeta Aquidauana e Anastácio no cenário estadual de inovação. A assinatura envolve Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), instituições de pesquisa e empresas ligadas ao ecossistema.

Entre os compromissos estabelecidos no acordo estão:

  • Estruturar e fortalecer o Ecossistema de Inovação Inovaqui como referência regional.
  • Viabilizar recursos para projetos de pesquisa aplicada, com foco em soluções inovadoras para setores estratégicos, como florestas plantadas, bioinsumos e produção sustentável.
  • Integrar o ecossistema local às políticas públicas estaduais de ciência, tecnologia e inovação, aproximando o interior das decisões e investimentos.

Um dos exemplos concretos é a participação da startup Pantabio, nascida em Aquidauana a partir da UEMS, em um acordo de PD&I com o Governo do Estado e a Universidade Federal de Viçosa para desenvolver bioinsumos para mudas de eucalipto. Esse caso mostra como o Inovaqui não é apenas discurso: ele materializa oportunidades para soluções tecnológicas criadas na própria região, com impacto econômico e ambiental direto.

Por que o Inovaqui importa para o turismo de Aquidauana e Anastácio?

Para o turismo regional, o Inovaqui é uma peça-chave para elevar o padrão de serviços, melhorar a experiência do visitante e ampliar a visibilidade da região do Pantanal. A inovação tecnológica impacta o turismo em pelo menos três frentes principais:

  • Digitalização dos serviços turísticos: com mais suporte tecnológico, pousadas, agências e guias podem adotar sistemas de reservas online, plataformas de pagamento, gestão de clientes e ferramentas de marketing digital de forma mais estruturada.
  • Melhoria da conectividade: iniciativas de conectividade rural e expansão da internet em Mato Grosso do Sul — como programas estaduais de conexão de comunidades rurais — tendem a convergir com a agenda do Inovaqui, beneficiando áreas turísticas que hoje ainda sofrem com baixa cobertura.
  • Fortalecimento da imagem do destino: um território que investe em inovação, sustentabilidade e tecnologia passa a ser visto como mais competitivo, organizado e preparado para receber visitantes exigentes e conectados.

Em termos práticos, isso significa que o turista que vem ao Pantanal em Aquidauana/Anastácio terá, progressivamente, mais acesso a informações confiáveis, roteiros bem estruturados e canais digitais que facilitam desde o planejamento até o pós-viagem.

Conectividade e turismo digital: o impacto indireto

Embora o foco inicial do Inovaqui esteja ligado à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico, o fortalecimento da infraestrutura de inovação tende a refletir também no turismo regional. A melhoria da conectividade, a digitalização de serviços e a profissionalização de negócios locais são efeitos indiretos esperados quando um território passa a integrar agendas estruturadas de ciência e tecnologia.

Para o visitante, isso pode significar processos mais organizados de reserva, comunicação mais ágil com empreendimentos locais e maior disponibilidade de informações confiáveis sobre roteiros, acessos e condições de visitação.

Qualificação e empreendedorismo no território

Outro impacto relevante está na formação de pessoas e no estímulo ao empreendedorismo. Ecossistemas de inovação normalmente envolvem universidades, instituições de apoio e programas de capacitação que fortalecem a gestão de negócios locais.

No contexto de Aquidauana e Anastácio, isso pode contribuir para que pousadas, operadores de turismo, guias e projetos ligados ao Pantanal evoluam em organização, presença digital e estrutura de atendimento, elevando o padrão do turismo regional de forma gradual e consistente.

Como o acordo pode melhorar a conectividade para visitantes

Nenhuma estratégia de turismo digital avança sem infraestrutura de internet estável. Programas como Wi-Fi Brasil e iniciativas estaduais de conectividade rural, como o programa Conecta MS, já vêm trabalhando para levar banda larga a comunidades remotas, assentamentos e áreas de difícil acesso em Mato Grosso do Sul. Essas estruturas de conectividade podem ser alinhadas às ações do Inovaqui para beneficiar diretamente o turismo.

Com isso, tornam-se possíveis:

  • Pontos de Wi-Fi em portais de entrada, centros de visitantes e equipamentos públicos estratégicos.
  • Melhor sinal de internet em estradas de acesso, áreas rurais e propriedades que recebem turistas.
  • Suporte a aplicativos de trilhas, mapas offline/online e experiências interativas em áreas naturais.

Além de ajudar o visitante, a conectividade de qualidade também é uma ferramenta para o próprio empreendedor local, que passa a ter mais condições de gerir o negócio, divulgar seus serviços e participar de formações e mentorias online.

Educação, empreendedorismo e qualificação em inovação

Um pilar essencial do Inovaqui é a formação de pessoas. Ecossistemas de inovação em Mato Grosso do Sul costumam envolver universidades, Sebrae, Sistema S e outras instituições para promover capacitações em inovação, empreendedorismo e tecnologia. A expectativa é que, em Aquidauana e Anastácio, essa lógica se repita e se fortaleça com o acordo.

Entre os temas que tendem a ganhar destaque estão:

  • Tecnologias digitais aplicadas ao turismo, marketing digital e gestão de presença online.
  • Ferramentas de inovação e metodologias ágeis para desenvolvimento de novos produtos e serviços.
  • Educação empreendedora para jovens, estudantes e profissionais que desejam abrir negócios ligados ao Pantanal.

Esse ambiente de qualificação contribui para que surgam novas startups, negócios de turismo de experiência, projetos de economia criativa e soluções tecnológicas conectadas ao território. Em vez de exportar talentos para os grandes centros, o Inovaqui cria condições para que ideias nascidas em Aquidauana e Anastácio sejam desenvolvidas e monetizadas aqui mesmo.

Sustentabilidade, bioinsumos e tecnologia com DNA pantaneiro

Um diferencial do ecossistema Inovaqui é a articulação entre inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental, tema sensível em qualquer iniciativa no Pantanal. O próprio acordo que deu visibilidade ao Inovaqui envolve projeto de bioinsumo para mudas de eucalipto, desenvolvido pela Pantabio em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, com foco em eficiência produtiva e redução da dependência de insumos químicos.

Essa lógica de inovação aplicada à sustentabilidade pode se estender para:

  • Monitoramento ambiental em áreas de turismo de natureza, com uso de sensores, drones e tecnologias de coleta de dados.
  • Gestão de resíduos, energia e recursos naturais em pousadas, fazendas de turismo e empreendimentos rurais.
  • Projetos de turismo científico e de educação ambiental, conectando pesquisa, visitantes e comunidades locais.

Ao alinhar turismo e inovação sustentável, Aquidauana e Anastácio se fortalecem como destinos que não apenas vendem paisagem, mas também entregam responsabilidade ambiental e compromisso com o futuro do bioma.

Protagonismo regional: Aquidauana e Anastácio no mapa da inovação

Os ecossistemas locais de inovação são hoje uma das principais estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para interiorizar a cultura da inovação e criar polos descentralizados. Dentro desse contexto, Aquidauana e Anastácio passam a ocupar uma posição estratégica com o Inovaqui.

Esse protagonismo se manifesta em diferentes dimensões:

  • Política e institucional: a região passa a ser citada em agendas estaduais de ciência, tecnologia e inovação e atrai mais atenção de programas, editais e investimentos.
  • Econômica: a articulação entre pesquisa, empresas e poder público tende a gerar novos negócios, empregos e oportunidades ligadas à tecnologia, turismo, bioeconomia e serviços.
  • Simbológica: o interior pantaneiro deixa de ser apenas “destino turístico” e passa a ser também referência de conhecimento, pesquisa aplicada e soluções inovadoras.

Essa mudança de percepção é fundamental para atrair talentos, reter jovens qualificados e construir uma narrativa positiva da região não só como lugar de passagem, mas como território de futuro.

O que esse cenário representa para o turismo digital e para o visitante

Para o visitante que chega à região em busca de trilhas, rios, observação de aves, cultura e gastronomia pantaneira, um ecossistema de inovação robusto significa experiências melhor planejadas, comunicadas e conectadas. Essa transformação tende a se refletir em:

  • Sites, blogs e plataformas com informações atualizadas, completas e integradas sobre atrativos, calendários de eventos e roteiros regionais.
  • Ferramentas digitais para reserva de passeios, hospedagem e pacotes, reduzindo a fricção entre intenção de viagem e fechamento da compra.
  • Maior presença da região em buscas online e redes sociais, o que amplia o alcance do destino e fortalece a marca Pantanal vinculada à inovação e sustentabilidade.

Com o avanço do Inovaqui, Aquidauana e Anastácio caminham para um modelo de turismo em que tecnologia não substitui a vivência, mas atua como aliada para organizar, comunicar e potencializar as experiências no território.

O fortalecimento do Inovaqui representa um passo importante na consolidação de Aquidauana e Anastácio como territórios que pensam desenvolvimento de forma estruturada. A articulação entre universidades, poder público e empresas sinaliza maturidade institucional e abertura para novos ciclos de crescimento.

Para o turismo em Aquidauana MS, os efeitos não são imediatos, mas podem ser progressivos. Infraestrutura, conectividade, qualificação e ambiente empreendedor são bases que sustentam qualquer destino que queira evoluir de forma organizada e competitiva.

O que está em jogo não é apenas tecnologia, mas a capacidade da região de planejar o próprio futuro. E, nesse sentido, o acordo Inovaqui coloca o território do Paxixi dentro de uma agenda estratégica que vai além da paisagem: envolve conhecimento, gestão e protagonismo regional.

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Fábio Mazziotti

Curador editorial do Roteiros do Paxixi, projeto dedicado à leitura do território e à valorização das paisagens, da cultura e das experiências turísticas da região de Aquidauana, Camisão, Piraputanga, Morro do Paxixi e Serra de Maracaju, no Pantanal Sul.

Curadoria editorial sobre o Território do Paxixi. Ver todos os textos de Mazziotti

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